Terapia Ocupacional na Deficiência Visual I

Criança com óculos
        A Terapia Ocupacional tem uma ampla gama de atuação nos disturbios visuais, sobretudo na baixa visão e na cegueira total. Primeiro vamos entender quais os diferentes níveis e aspectos, bem como seus impactos na vida da pessoa portadora de deficiência visual. Algumas diferenças, sutis para nós, são muito importantes na rotina das pessoas portadoras desse tipo de necessidade.
        Exemplificando: o Daltônico não enxerga cores(ele é cego para cores), porém, pode ler impressos sem auxílio e se restringe apenas ao desempenho de algumas atividades, como dirigir. Já a pessoa que necessita de aparelho(óculos, lentes, lupa) para a correção de sua visão, começa a ter um impacto mais significativo em sua vida - conforme aumenta o grau corretivo. Outras pessoas só conseguem distinguir luz e sombra, incluindo cores (essas conseguem ler textos em letras garrafais, como as manchetes dos jornais, cartazes, mas o conteúdo deles - com letras de tamanho convencional, não. E o desempenho das atividades e a identificação de objetos pequenos começa a ficar mais comprometido. Há ainda a pessoa que só enxerga a luz e a escuridão, o que torna a localização de barreiras e objetos ainda mais difícil, porque ela consegue captar parte da luz que é refletida. A deambulação(o caminhar) fica muito comprometida e aumenta a propensão a acidentes - como os que envolvem a proximidades a escadas e a travessia de ruas. Por fim, as pessoas que não conseguem distinguir nada, os cegos totais, ficam muitas vezes impossibilitados de caminhar sem alguém que os guie, ou até mesmo, sofrem limitação por familiares, quando desconhecem ou não exercitam suas capacidades residuais. 
        Outra diferença importante se dá quanto a idade e forma como a pessoa perdeu a visão. Para as pessoas que nunca enxergaram, ou seja, tem cegueira congênita, ou na infância não tem experiância visual, e portanto aprendeu com o exercício dos outros sentidos, em um esforço compensatório a visão.
        Há algumas pessoas que nascem com uma capacidade visual pobre e perdem a visão ainda na infância, guardando a impressão de cores, a noção de luz e sombra e por isso,  se adaptam a cegueira total sem muita dificuldade. Na realidade a dificuldade maior em relação a cegueira é quando a pessoa perde a visão na adolescencia ou na idade adulta - porque dependeu grandemente da sua capacidade visual para o desempenho das suas funções e para seu aprendizado intelectual. Nesse caso cabe aqui o termo readaptação, porque agora, ela deverá reaprender a viver, sem os estímulos visuais que possuía antes. E quanto mais velha a pessoa for, maiores serão os impactos da perda visual: readaptar sua rotina, sua profissão e até mesmo o desempenho de seus hobbyes, pode ser visto como impossível para muitas pessoas.
        Outro aspecto a ser considerado é a presença ou não de patologias associadas - diabetes, glaucoma, distúrbios auditivos, olfativos, doença mental, distúrbios emocionais(algumas pessoas que possuem visão residual relatam que quando nervosas tornam-se transitoriamente cegas totais) e por fim até o uso de medicamentos que posssam intervir na visão.
Mão, Tato
        Tudo isso é importante e destacado na avaliação da Terapia Ocupacional. As esperanças, a postura do indivíduo diante das suas limitações atuais e os recursos emocionais que ele dispõe para enfrentá-las. Esse é o início do processo de reabilitação. O Terapeuta Ocupacional começa a investigar a integridade, estimular e refinar os sentidos remanescentes - Tato, Gustação, Olfação e Audição - e a capacidade de abstração e memória, para que eles possam se constituir em elementos de apoio para as próximas fases,  que são o aprendizado de técnicas para o desempenho propriamente dito, das tarefas diárias e o deslocamento, onde quer que seja necessário.
Até a próxima!

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